O corpo segue a alma pois aspira o estado de seu futuro, isso é colagem
de resto nada sei e nada posso decidir além de condensar meu vapor espaçadamente até me tornar visível no ar sereno e tranquilo de um céu límpido.
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 12 de março de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
menino chorando deixado no ponto pela mãe no dia de chuva
todos gritando: leva ele leva ele
e nada
ela sobe no ônibus e vai, segue
conheço suas marcas no corpo e admiro
são terríveis e me colocam num eixo
a cada manhã alguma coisa de boa sorte fala comigo e me cumprimenta
trabalho para falar a língua delas
todos gritando: leva ele leva ele
e nada
ela sobe no ônibus e vai, segue
conheço suas marcas no corpo e admiro
são terríveis e me colocam num eixo
a cada manhã alguma coisa de boa sorte fala comigo e me cumprimenta
trabalho para falar a língua delas
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Habitação
acesso o que habita esta casa e a mantém com fogo e água na simplicidade que une a palha a terra e a terra ao céu na
integração que se assume na aceitação que a faz permanecer
adentro esta casa Una
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
o sol na depressão do terreno brilha mais rente a me contar
de lá
por mim basta que reine
nesta epiderme que por si se sonda em algo nada suspenso emitindo chocalhos
numa mesma cifra e na pele diga
permeio essa via e de
algum jeito estou nela onde ela passa
uma janela range atrás de mim e raspo os pés no mato
uma janela range atrás de mim e raspo os pés no mato
um buraco se abre nas
sobrepeles calcificando minhas digitais em linhas extra terrestres para honrar esta conta
de cumprimento e desterritorização
todos os dias alguma primavera te prende pela manga da
camisa
isso é ser olhado
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
#
#o rugido do leão empilha a realidade e meu avô soa no meu
cangote que a cada vez que desregro os sentidos chego mais perto de minhas
visões – impossível comer merda sem tê-las. Muito Obrigado Dioniso por esse lugar
de ser o Outro, sinto seu espírito forasteiro e vejo o seu vulto - caminho do
excesso e ele nos leva a sabedoria: poeira embaixo da estante, bola prestes a
ser chutada contra as portas agudas de uma velocidade sedenta por mais alguns
metros – unidade acolhedora.
Fato: as leis constroem masmorras, grilhões em volta da
árvore e a religião com seus tijolos erguem bordéis.
O que sabe desse modo comete pecados e ele é puro queimando
todas as manifestações: inflamações e para-fimoses da moral.
Meu filho dorme sem tomar banho e nem ouve meus gritos de
alegria nesse acesso à primeira casa – acesso sem fatos.
Confio nesse caminho nada persecutório – em mim e nos Outros
as concessões nos abandonam aos cantos:
MANI MANI heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeiiiiiiiiinnn Mani mani
Honro os mantras da tarde e uno as divindades a noite, sem
compromisso – o desregramento me trouxe aqui hoje e nele atendo as demandas
internas:
Peso que cobra a lombar
Jogo de se encontrar
Cometo este crime da ascese
Depois da linha Pedro decifra as manchas do armário velho, o
mesmo da fábrica de meu avô, será que vi nelas o Pedro decifrando-as? – um dia
decifrarei esta mancha.
Sempre me dei mais a ervas doces e capins cidreiras, Giordano
Bruno, Sto Agostinho e Artaud - eles riem de mim ao fundo -, vagaroso como o
canto dos pássaros em revoada quando o leão ruge as 3:45, todas as madrugadas e
me lembra que para desenhar esta planta, não posso aderir a pressa dos
homens.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Pai #
#uns grilhões me apertavam o coração inaudito e sem bussola contei as linha que separam os pisos como sempre fiz e me
lembrei de uma mulher antiga e atarraxada com ares perversos que condenava esse
meu paraíso - hoje aceito minha
diferença.
Passarei esse núcleo à frente – todos filhos da palavra – sem medo
de ter sido escravo:
“ direto as frutas, ao seu lugar de nascimento”.
Frente ao sacrifício:
Pai, corta minha perna para eu
ser Saci?
Daquele velho comedor de nuvens até o tapa nas
costas.
Librinar: foi dada uma missão que
somente eu poderei realizar. Até mesmo uma linha ou uma letra tem uma impressão
e uma nota característica e somente por esse motivo se depreende uma missão
especial, portanto não posso ser uma existência vulgar - provo do meu
valor.
Quando quero o que dizer da vida
aquieto à um vizinho e esquento o peito tal como cigarro de palha e me fecho
tanto que quando saio poucos conseguem me escutar.
Luzes piscam num corredor que no
fim tem uma escada com todos os valores de minha pátria.
Aderência e negação: ressonâncias
não se apegam a novidades e fatalidades e se diz antepassada, veste camisa e me espera na porta – essas são as bússolas e se acordam fora de hora - isso
antes não teme e flutua sem querências, embarco cumprido.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
#Voz Oracular:
um amigo disse que escreve para passar por uma situação,
só escreve para passar dela
Escrita é uma passadela: é dizer demais que o cachorro não
lê a casa – todos legentes do tempo
Para uma passadela tive que oracularizar Maria Gabriela Llansol,
numa pergunta tão minha - lamela onde a
jaca teme mostrar o visgo organizando uma casca para si, a resposta é corte e
serve mais para não degustar a fruta trazida e sim para levar onde tem a fruta,
aberta a qualquer pergunta de quando se sente escravo do tempo:
“ em primeiro lugar, não é um deus, mas uma deusa. A
justiça. Em segundo lugar, não sei se sou eu. Mas se for?
- Se for chama-se Barbara, Mônica, Sandra...
- Adiante!
E a deusa acolheu-me com benevolência, pegou na sua a minha
mão direita, e falou nos seguintes termos:
Ó jovem
não foi de certeza uma sorte funesta que te arrastou para
este caminho, tanto mais que é um caminho desviado do comum dos homens
importa que sejas ensinado
que aprendas a ter um coração que não treme diante da verdade
nada tem de verdadeiro em que se possa confiar”
no primeiro livro que vi dicionarizei a palavra funesta e o
sentido daquilo que estava empunhado na frase para o legente insaciável(descrição-tradução
da palavra escravo = chacra básico), num convite à prosperidade:
“fecha os olhos para o negro mundo fenomênico repleto de
tragédias, dramas e melancolias onde reinam as mais diversas tramas ardis,
dirige os olhos para o resplandecente mundo interno (antes, imagem antes das
imagens, imagem Verdadeira) repleto de honestidade, sinceridade, alegria e
êxtase. Aí não tem nada que possa ferir você. Aí já estão prontas todas as
coisas necessárias a você”
Para que o paraíso se faça ao redor
Apreendi ignorando o resultado, incorporando o caminho na
virtude do inacabado.
Esperança: inventor de ratoeiras
Benevolência: aqui é ser inquilino do Universo incorporado
no cristal e na pele a roupa herdeira de todas as coisas que esse Universo possui.
Foi dado esse direito num dever e numa capacidade de herdar e utilizar todas as
coisas boas. Devemos cumprir e usufruir este dever.
Herdamos verdadeiramente todas as qualidades e virtudes de
deus.
Terei que trabalhar meu caro bosque de inverno, pois foi
escolhido o caminho que fará a diferença.
Deus para mim não poderá ser um impasse linguístico. Tenho
intimidade arraigado como escrevente.
Conversarei com o corpo quando ele queimar dizendo que
aguentará os mandamentos daquilo que lhe move profundamente: estamos juntos –
tu é moldável, ferramenta especial, te exercito.
A cada dia que essa deusa me fita me lê mais homem
cada dia que passa pareço comigo
controlo a criança em prol
Gozar é um bom sinal: ouvidos são dados para ver além da
casca
Terrível: cânfora, pimenta e arruda tapam o umbigo contra a
fala colonizadora, feito escama Couraça: o voador tem seu pouso num inverno
esticado
Contatos Reais: Astecas, Maias e Incas num intercâmbio com
os egípcios
Para grandes construções: ativo o que vasa
Ervas: nada profana meu templo, posso transitar de camisa
aberta
Tranqüilo: quem perambula sabe ver no Real
Permaneço: os animais
urram lá fora, agora percebo, grato, sem mais perguntas de escravo
Acesso a via da vida – onde ela passa.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
#Na corda bamba: a vida é testada: T A T O
( não da pra saber dos outros e das
coisas se não as sendo)
fervilho no estomago: estremeci
frente ao Ego e diante de um deus que diz e se desdiz todos os
caminho servem e o corpo estremece sem saber onde ir e aquela vontade
de ruir tudo que é duro e me prende aqui: a terra, a casa. O que é
sólido se desfaz. Tem um pouco de tudo.
Nesse desejo de ser a substância
animal fiz uma pergunta de escravo:
o que devo fazer?
Em Repouso
Quem me acompanhará pelos campos
O sol semeia-se em diamantes de
gotículas de água sobre a relva flexível
Dócil estou à inclinação do
universo sereno
Dilatam-se as montanhas em tragos de
sombras lilases e vagueiam com o céu
Lá em cima leve quebrou-se o
encanto
E caio em mim
E enturvo-me no meu ninho
Aqui se deram algumas Presenças
maiores na voz oracular de um homem que escreveu “A alegria” num
fronte de batalha, vendo seus companheiros caírem mortos ao seu lado
e o sangue jorrar em sua cara:
a importância de respirar grande e
fundo e permanecer firme até que o chão se faça bom.
Arseni: a palavra não pode
mitigar nem o lenço devolver pureza.
Quando o umbigo é maior que o outro
as palavras são a realidade que te põe de volta em seu lugar:
empatia e intersubjetividade aqui é pouco tomado de um senso para
semelhanças> (emboried)
Um vizinho havia dito que isso ia
chegar, como era na infância, mas agora sem remédio e sopros no
joelho. Pesado tal como um pai dizendo para o filho copiar o “s”
minúsculo igual ao da professora só para evitar problemas.
Siga, terão outros s´s pelo
caminho.
A felicidade é um músculo disse o
mesmo.
Para um outro ela esta numa bolha de
cerveja. O baiano no conga com o charuto na boca disse que terei as
cachaça e as menina pra me livrar dos sofrimentos. Mas que tenho que
honrar minha demanda que é espiritual na terra e colocar o altar na
altura do peito e todo dia regar o galho ceco até que ele renasça.
Como na primeira cena do sacrifício.
Vinho, Poesia ou Virtude: a escolha
é minha.
Mas pendi para um lado da corda como
um animal que volta para restituir o seu ninho, sua fêmea e seus
filhotes contra a ameaça de um predador. Nisso fui iluminado. Alto,
baixo o sagrado encontra-se em vários níveis, a matéria tem
espírito, tudo grudado.
Agora meu urgido soa nos arredores,
estou feliz e leve sabendo que o sagrado se retoma no ato animal >
sinto o ardor e o prazer de ter sido tomado.
E o espírito rasteja de volta a
morada
De trás pra frente minha casa é o
corpo: por essas e por outras esquilo.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
# Lições dos bastardos aos bastardos: COM-DIÇÃO
Não lutar contra os monstros, sim descobrir seus mecanismos
e desarmá-los pela atenção e presença, reduzindo-os à condição de conhecidos.
MONSTRO – MONSTRARE
O amor na real, é algo tão feio que nós nos extinguiríamos
se nele nos víssemos de frente.
Pra seguir:
- acusar esse desprezo e nele examiná-lo à vontade em
diversos esboços.
- desenhar, pois, a união anatômica dos corpos e dos objetos
em volta denunciam os cortes pavorosos do amor pleno. Só assim suportará e
trabalhará nesse peso.
- renomear e denominar seu meio e após esse feito, fazer o
que quiser passando à vontade do conhecimento à vida, fazendo tudo onde se sabe
o que faz.
(a elegância superior está em não querer : MAGNANIMO: ouvir
a voz de si tapando os ouvidos pra seguir: Tu és Ulisses) >>>ver
Cânticos de Cecília Meireles e agradecer a tudo.
- ultrapassar a arte até onde a vida aparece: encarará como
uma operação do ato de respirar e de viver.
construirá objetos carregados de resíduos e memórias.
construirá objetos carregados de resíduos e memórias.
- ignorar a autoridade: em matéria de conhecimento confiará
apenas na natureza e em seu juízo.
- a ação e a vida são tornadas exercícios no desinteresse de
entender – (Clarice: viver supera todo entendimento) – desenvolvendo não um
poder intelectual que é a relação entre coisas desligadas, mas sim o Homem de
Espírito: encontraras e permanecerás na atitude central onde será (por que É)
possível agir, criar e se emancipar. Lerás como se consultasse aos mortos e eles lhe ditassem numa necromancia.
-falará em línguas, glossolalias, flertará ETERnaMente com o feminino da divindade e conceberá sua língua própria, um meio de traduzi-la e comunicá-la quando necessário.
-falará em línguas, glossolalias, flertará ETERnaMente com o feminino da divindade e conceberá sua língua própria, um meio de traduzi-la e comunicá-la quando necessário.
- não há revelação nem abismo, sem dúvida, redesenhar os
abutres que lhe tocaram os lábios no berço da infância te levará ao rosto da
Criança: encontrará um símbolo de sua sorte: saberá dizê-la.
(Abutre: um símbolo de fertilidade – todos os abutres são fêmeas fecundadas pelo
vento)
- nunca irá amadurecer completamente como se todos os seus
lugares houvessem sido previamente ocupados. O espírito de investigação que lhe
toma incondicionalmente será um meio de escapar à vida. Irá ignorar a
existência romântica de seu coração usando ele somente como bússola, pois nada
suprirá esse vazio – ele é seu assim como é comum a todos, uns aceitam e
trabalham, outros não. Permanecerá até o fim fiel a sua infância.
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