é necessário sustentar a dor do mundo, passar do estado passivo para o estágio ativo de denúncia. Tentar deslocar o homem que ainda esta fixado com subjetividade e vontade. Lembrá-lo do arrebatamento. É isso o caminho de migração, do voltar para casa. Nascemos no paraíso, nascemos para guardar o paraíso. De volta ao lugar já não há questão de obra de arte , porque tudo, cada gesto ou palavra desde o lavar uma xícara ou o cumprimentar um amigo, tudo é obra de arte e celebração contínua.
Juliano Garcia Pessanha
segunda-feira, 27 de junho de 2011
vaca de Nova Gokula
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Um calor toma esse morro grande
cheiro de alimento fresco
trabalhadores descansando o sol que resta nessa estação velha
crianças se aproximando
tomado e sublime
aberto como um livro velho
lenda que os homens transmitem e se aquecem
com a cabeça cercada indo para muito longe
terra distante onde moram corujas e lobos
tentados a ouvir
vão com a graça de Deus
no que resta
permaneço no que sussurra do lado de fora
vento contra as roupas do varal
que se agitam e resistem coléricas
como se o espírito dos profetas estivesse nelas
cheiro de alimento fresco
trabalhadores descansando o sol que resta nessa estação velha
crianças se aproximando
tomado e sublime
aberto como um livro velho
lenda que os homens transmitem e se aquecem
com a cabeça cercada indo para muito longe
terra distante onde moram corujas e lobos
tentados a ouvir
vão com a graça de Deus
no que resta
permaneço no que sussurra do lado de fora
vento contra as roupas do varal
que se agitam e resistem coléricas
como se o espírito dos profetas estivesse nelas
quinta-feira, 9 de junho de 2011
o que o tamanho tem a ver com a vida
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